segunda-feira, 1 de junho de 2009

recordações de menina


Hoje decidi falar sobre o que já fui...e que num momento desejo tornar a ser. Aquela menina de brilho nos olhos, que esboçava sorrisos ofegantes a cada imagem colorida que se coloca sobre o espelhar da lua. Aquela que escrevia bilhetes, em letra grande e redonda, e colocava-os no bolsinho do bibe, a fim de um dia os voltar a admirar. Tantas noites sem fim, que me aconchegava junto ao pequenino e peludo urso de peluche, contando os mais belos segredos das descobertas diárias que fazia. Relembro-me como se fosse hoje, das tardes passadas a andar de baloiço, baloiçando cada vez mais, e esticando a mão, pensando tocar no Mundo para lá do céu. Acordava todas as manhãs, com aquele doce e terno beijo materno, que me fazia saltar da cama com um espírito cheio de magia. A figura de menina enérgica, emergia em mim, antevendo a mulher sonhadora e cheia de objectivos que hoje se desenha. Tantas memórias me ocorrem, aquando as palavras se querem soltar… É um tão vasto conjunto de sensações, emoções que preenchem o coração tão puro de criança. Se as enumerasse todas, nem o conjunto de folhas que celebra um best-seller chegavam. É bom recordar, fechar os olhos e voar para os momentos felizes que ainda prevalecem.
Com o decorrer dos tempos, a criança doce, com os caracóis sublimes que iluminavam o rosto, foi crescendo, perdendo a magia no olhar. Ficam as recordações guardadas em pequenas caixinhas no lado esquerdo do coração, imortais e prevalecentes a qualquer mão que as tente destruir. São recordações encantadas, iluminadas pelo doce sabor de ter tido uma infância feliz.